terça-feira, 8 de abril de 2014

TJ/RS REALIZARÁ CONCURSO PARA OFICIAL DE JUSTIÇA E INSISTE NO NÍVEL MÉDIO COMO PRÉ-REQUISITO

Cargo de oficial de Justiça exige Ensino Médio e o salário pode alcançar R$6.550,86

O Tribunal de Justiça do RS publicou na tarde desta segunda-feira (7/4) o Edital nº 17/2014 do Concurso Público que abrirá 116 vagas para o cargo de Oficial de Justiça e 17, para Assistente Social Judiciário. As inscrições, que ocorrem entre os dias 8/4 e 22/4, podem ser feitas apenas pela internet, por meio das páginas do TJRS (www.tjrs.jus.br) e da FAURGS (www.faurgsconcursos.ufrgs.br).

A prova ocorrerá na manhã do dia 25/5/2014. Os candidatos poderão optar por realizá-la na cidade de Alegrete, Caxias do Sul, Passo Fundo, Pelotas, Porto Alegre e Região Metropolitana, Santa Maria e Santo Ângelo.

A jornada de trabalho será de 40 horas semanais. Para o cargo de Oficial de Justiça, que exige formação em Ensino Médio, o salário pode alcançar R$ 6.550,86. Já para a função de Assistente Social Judiciário, em que é obrigatória a Graduação, a remuneração pode chegar a R$ 9.527,64.

Para cada um dos cargos, serão reservadas 10% das vagas para pessoas com deficiência, atendendo à Lei Estadual nº 13.320/09, de 16/09/2009.

A taxa de inscrição para o cargo de Oficial de Justiça será de R$ 64,00. Para Assistente Social Judiciário, o valor cobrado será de R$ 145,00.

Fonte: InfoJus BRASIL, com informações do Blog do Tiago (www.blogdotiago.com.br)
Publicado em MeirinhoMorOficial por RUI RICARDO RAOS

SINDOJUS/PB EM BRASÍLIA COM EXTENSA PAUTA DE TRABALHO E DE REUNIÕES

Em cumprimento a extensa pauta de trabalho em Brasilia, o presidente do Sindojus, Antônio Carlos Santiago, esteve reunido com  o conselheiro corregedor do CNJ, Gilberto Valente Martins, acompanhado dos presidentes dos Sindicatos dos estados do Pará e Ceará, Edvaldo Lima e Mauro Xavier, respectivamente, além do presidente da Fenojus, João Batista Fernandes de Souza.
Em pauta, os pedidos de providências por ele relatados, quanto ao cumprimento da Resolução 153 formulados, bem como a inclusão de representante do sindicato na Comissão que estuda alterações na Lei de Custas, além da recente aprovação pelo TJPB da correção da parcela autônoma de equivalência.
O PP em relação à Resolução 153 consta na pauta de julgamento desta terça-feira. Nos recentes julgados pelos CNJ dos PP’s do MT e BA, o conselheiro Fabiano Silveira mostrou-se favorável e no caso da PB, onde é relator, manifestou entendimento contrário, em flagrante contradição.

Por Cândido Nóbrega
Fonte: SINDOJUS/PB
Publicado em MeirinhoMorOficial por RUI RICARDO RAMOS

ENTIDADES REPRESENTATIVAS DOS SERVENTUÁRIOS DO TJ/PB VÃO ATÉ O CNJ E PEDEM PROVIDÊNCIAS PARA QUE O TRIBUNAL PROMOVA-OS E PROGRIDA-OS

O Sindicato dos Oficiais de Justiça da Paraíba formulou esta semana conjuntamente com a Astaj, pedido de providências ao CNJ, no sentido de que seja determinado ao TJPB o seguimento, mediante prazo determinado, aos pedidos de promoção e progressão dos servidores, em movimentação de carreira legalmente prevista.
A conselheira Luiza Cristina, relatora do PP nº 0002209-78.2014.2.00.000 informou que irá intimar o TJ a se manifestar num prazo de cinco dias, para depois decidir a respeito da matéria. “Caso o entendimento do CNJ passe pela necessidade de regulamentação desses direitos, requeremos de forma alternativa, que seja estipulado um prazo de 30 dias ao TJ para expedir o ato necessário”, afirmou o presidente do Sindojus, Antônio Carlos Santiago.
Segundo ele, os pedidos dos funcionários e das entidades se encontram sobrestados, fundamentados em parecer de órgão consultivo do TJ, que reputou indispensável a edição de resoluções referidas na lei estadual já modificada, de n. 9.586/2011, que dispõe sobre o PCCR.
A demora na concessão das respectivas promoções e progressões a que os servidores fazem jus vem lhes causando constantes prejuízos, a exemplo do reajuste concedido em janeiro, que incidiu sobre vencimentos inferiores aos devidos. “Sem dúvida, as comissões compostas e recompostas pelo TJ não conseguiram cumprir seus objetivos em prazo razoável. Com a atual não será diferente, pois sequer tem prazo fixado para realização dos trabalhos.

Por Cândido Nóbrega
Fonte: SINDOJUS/PB
Publicado em MeirinhoMorOficial por RUI RICARDO RAMOS

domingo, 6 de abril de 2014

ASSÉDIO MORAL PRATICADO PELA TOGA: ESSA VERGONHA TEM QUE ACABAR!

Pesquisa dimensiona assédio moral sofrido por servidores do Judiciário

A revista Isto É desta semana traz matéria intitulada "Assédio de toga", assinada pela jornalista Fabíola Perez, acerca de denúncias feitas por funcionários do Poder Judiciário de vários Estados contra magistrados, pelas práticas de  humilhações e perseguições.  Confira a matéria na íntegra :
Dos juízes espera-se equilíbrio, serenidade e, sobretudo, justiça nos atos e tomadas de decisão. Parte dos servidores do Poder Judiciário, porém, tem se deparado com magistrados autoritários e prepotentes, que perseguem e assediam moralmente os funcionários. Uma pesquisa inédita no País, realizada pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro e obtida por ISTOÉ, é um indicador do ambiente ruim dos tribunais brasileiros. A enquete revelou que 44,5% dos servidores do Tribunal de Justiça do Estado entrevistados afirmam já ter sofrido algum tipo de assédio moral. “Começamos a perceber um número cada vez maior de servidores afastados por problemas psicológicos”, afirma Alzimar Andrade, coordenador-geral do Sind-Justiça. “Esse quadro é agravado porque os juízes assediadores se sentem em uma classe superior, repleta de poder, e têm uma espécie de garantia de não punição.” O levantamento também apontou que 45% dos funcionários ouvidos disseram que já foram ofendidos ou humilhados no atendimento a advogados ou a partes de um processo (leia abaixo).
O assédio no serviço público tem peculiaridades. Em uma empresa privada, o chefe descontente pode demitir o trabalhador, algo que não ocorre com funcionários concursados. “O que se negocia são os benefícios e a independência interna do servidor”, afirma o professor de sociologia do direito da Fundação Getulio Vargas (FGV) do Rio de Janeiro Fernando Fontainha. Isso permite, por exemplo, a perseguição de um profissional até que ele decida se exonerar da vida pública. Frequentemente, trava-se uma guerra judicial entre as partes, como ocorreu com a funcionária do Tribunal de Justiça de Minas Gerais Flávia Felício Silva, 42 anos. Ela afirma ter sido perseguida pelo juiz Roberto Ribeiro de Paiva Júnior enquanto trabalhou como escrivã judicial na Comarca de Uberlândia em 2007. “Além do meu trabalho, eu era obrigada a fazer despachos para o juiz, que é atribuição dos estagiários, e trabalhava das 7h às 22h”, relata. Flávia conta que engordou 30 quilos em quatro meses e, quando chegou ao limite, foi conversar com o juiz. “Ele disse que ninguém falava ‘não’ para ele e que eu veria quem mandava”, conta.
"Gorda e irresponsável"
Naquele momento, segundo Flávia, os maus-tratos vieram à tona. Ela foi proibida de entrar no gabinete de Paiva Júnior. “Eu ouvia dele que eu fedia e era gorda e irresponsável”, diz. Por ter cometido uma falha em um processo que resultou em prejuízo financeiro para as partes, ela tomou uma suspensão de cinco dias. Diante disso, a servidora entrou com um mandado de segurança contra o juiz e a atitude do magistrado foi considerada inconstitucional pelo TJ-MG. O caso virou uma disputa judicial. Flávia fez uma representação contra Paiva Júnior na Corregedoria-Geral do Estado e o juiz entrou com cinco processos administrativos contra ela, todos arquivados. A Corregedoria, por sua vez, determinou que o juiz a tratasse com dignidade. Em 2009, Flávia foi transferida de vara. Procurado por ISTOÉ, o Fórum de Uberlândia informou que o juiz está de férias.
Tratamentos humilhantes repetitivos podem comprometer a identidade, as relações afetivas e a capacidade de se adequar ao ambiente de trabalho, muitas vezes sem que a pessoa tenha consciência. No Rio de Janeiro, o caso da oficial de Justiça Márcia Elisa Barroso, 38 anos, chegou ao extremo. A funcionária atirou-se do sexto andar do seu prédio, em novembro passado, após ter sido removida de local de trabalho contra a sua vontade, o ápice de uma série de problemas, segundo ela. Márcia fazia parte de um grupo de 12 servidores que, em 2011, abriu um processo administrativo para denunciar o assédio moral praticado pela chefia da Central de Mandados do Fórum de Alcântara, em São Gonçalo, e pedir remoção coletiva. “Todos sofriam com o tratamento da diretora da Central e a juíza nos acusava de fazer motim”, diz. Segundo Márcia, o tempo era restrito para cumprir o número de mandados exigidos, a diretora colocava os funcionários uns contra os outros no momento de definir plantões e quando alguém não dava conta do trabalho ela humilhava e gritava com a pessoa na frente de toda a equipe.
Em julho de 2012, Márcia passou a trabalhar em Niterói, mas em novembro passado foi novamente transferida para São Gonçalo. “Entrei em profunda depressão”, diz ela, que não se lembra direito do dia em que resolveu pular da janela. A servidora sofreu traumatismo craniano, uma série de fraturas, ainda está de licença médica e atualmente precisa de um andador para se locomover. O TJ-RJ nega que tenha havido assédio moral. A juíza Renata de Souza Vivas Pimentel, da Central de Mandados de Alcântara, afirmou que a remoção ocorreu em razão da abertura de um presídio na região, o que aumentaria a demanda de trabalho no Fórum local.

Disparidade de forças
No Poder Judiciário, a disparidade de forças parece mais evidente. “O servidor vive um embate com uma pessoa que possui muito mais poder”, diz Roberto Dias, professor de direito constitucional da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). “Assim, quando o funcionário vai atrás de seus direitos, ele corre o risco de ser malvisto pelos outros juízes e prejudicar a continuidade de sua carreira pública.” A chefe de cartório Nara Pereira, 52 anos, hoje trabalha em Criciúma (SC), mas ainda teme que sua carreira seja prejudicada pelo juiz Lírio Hoffmann Júnior, com quem trabalhou no Fórum de Orleans (SC). Em 2012, ela apresentou uma representação contra ele na Corregedoria-Geral do Tribunal de Justiça do Estado, alegando maus-tratos e perseguições no ambiente de trabalho.
Os desentendimentos começaram logo no início da relação profissional. “Ele começou a incitar os estagiários contra mim e a me desautorizar diante deles. Também queria que eu o ajudasse a prejudicar seus desafetos”, conta. “Percebi que se tratava de assédio moral quando fui trancada em uma sala e uma servidora falou que eu estava sendo observada.” Nara relata ainda que a funcionária lhe disse que sua função era dar andamento nos processos para acelerar a promoção do juiz. Na denúncia à Corregedoria, Nara acusou Hoffmann de ameaçar abrir uma ação administrativa contra ela, o que de fato ocorreu. De acordo com o desembargador do TJ-SC, Ricardo Roesler, a representação aberta por Nara foi “arquivada por inconsistência de provas e o processo disciplinar continua em tramitação na presidência do Tribunal de Justiça”. Hoffmann afirmou desconhecer alegações sobre assédio moral. “Nossa relação de trabalho era boa, mas não posso dar mais informações sobre o que motivou o processo administrativo”, disse o juiz.
Numa área célebre pela morosidade e com uma demanda de maior rapidez da sociedade, as disputas tendem a se acentuar. “O índice de servidores públicos com problemas de saúde é cada vez mais elevado”, diz Paulo Blair de Oliveira, professor da Universidade de Brasília (UnB) e juiz do trabalho há 20 anos. “Por que o tema assédio se tornou tão premente agora? Porque a sociedade exige uma solução com velocidade digital para as suas solicitações e o Judiciário ainda trabalha em ritmo analógico.”
 
Postado às 17h, por Cândido Nóbrega
Fonte: Blog do Cândido Nóbrega
Publicado em MeirinhoMorOficial por RUI RICARDO RAMOS

sábado, 5 de abril de 2014

OAB/PB NÃO CONCORDA COM OS HORÁRIOS DE FUNCIONAMENTO PRETENDIDO PELO TJ/PB

OAB rejeita mudança no horário do expediente forense em JP e CG

Antes mesmo da audiência pública que será realizada às 15h00 desta segunda-feira no auditório do Fórum Cível da Capital, para discutir possível alteração no horário do expediente forense nas Comarcas de JP e CG, bem como no próprio Tribunal de Justiça da Paraíba, a seccional da OAB divulgou nota, afirmando que combaterá com veemência a proposta. Confira a nota oficial da diretoria :
"A Diretoria da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Paraíba, vem a público informar que foi comunicada, pela Presidência do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, do agendamento de uma AUDIÊNCIA PÚBLICA A SER REALIZADA NO PRÓXIMO DIA 07 DE ABRIL, ÀS 15H, NO AUDITÓRIO DO FÓRUM CÍVEL DA CAPITAL, com o objetivo de discutir possível alteração no horário do expediente forense nas Comarcas de João Pessoa e Campina Grande, bem como no próprio TJ/PB, para que passem a adotar o regime de expediente corrido único diário das 07h00 às 14h00.
Sobre essa matéria, o Conselho Pleno desta Seccional deliberou, à unanimidade, na sessão do dia 31/03/2014, que combaterá veementemente qualquer modificação no já exíguo regime atualmente empreendido, isso em decorrência não só do prejuízo que causará à categoria e aos jurisdicionados, mas em face da necessária e intransigente defesa da legalidade e do cumprimento às decisões judiciais, tendo em vista a Medida Cautelar, requerida pelo Conselho Federal da OAB, na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI/4598), concedida pelo Ministro Luiz Fux nos seguintes termos:
“Assim, os tribunais brasileiros devem manter, até decisão definitiva desta Corte, o horário de atendimento ao público que já está sendo adotado nos seus respectivos âmbitos, sob pena de eventual prejuízo aos usuários do serviço público da justiça, em particular para a classe dos advogados.
Ex positis, e em razão especificamente do que ocorrido no âmbito do Tribunal de Justiça de Pernambuco, defiro o pedido formulado pelo Conselho Federal da OAB – CFOAB, a fim de determinar que seja mantido, sem qualquer redução, o horário de atendimento ao público em vigor nos Tribunais.” (STF, MC na ADI/4598, Rel. Min. Luiz Fux, DJ 01/07/2013).
Desse modo, e observando o interesse geral da categoria, bem como da representação dos jurisdicionados que nos alçam à condição de indispensáveis à administração da justiça, decidimos novamente à unanimidade, na Sessão Plenária deste Conselho Seccional em 28/02/2014, que não só defenderemos a referida posição, mas também convocaremos, como de fato o fazemos nesta oportunidade, todos os advogados paraibanos para comparecer na mencionada audiência pública aprazada para o dia 07/04/2014, às 15h00, no auditório do Fórum Cível da Capital, a fim de que tomem conhecimento e possam se somar à Ordem dos Advogados do Brasil nesta defesa intransigente das prerrogativas inerentes ao livre exercício de nosso múnus.
João Pessoa, 03 de abril de 2014.
A DIRETORIA DA OAB/PB"
 
Por Cândido Nóbrega
Fonte: Blog de Cândido Nóbrega
Publicado em MeirinhoMorOficial por RUI RICARDO RAMOS

sexta-feira, 4 de abril de 2014

MAGISTRADO PARAIBANO PROPÕE QUE A DOMOCRACIA NO JUDICIÁRIO INCLUA OS SEUS SERVIDORES

Os veículos de comunicação da Paraíba noticiaram que os magistrados estaduais, seguindo o passo de uma campanha nacional, ingressaram no dia 31 de março com pedido no TJPB para que a eleição para a mesa diretora do próximo biênio (e nos biê...nios seguintes) seja feita não pelo próprio Tribunal, dentre os desembargadores mais antigos, como previsto em disposição regimental; mas, com a participação de todos os juízes em atividade. Alegam, em síntese, que a experiência vem colhendo bons frutos no Ministério Público e que esta seria uma forma de democratizar o Poder Judiciário.
Entretanto, nessa proposta de democratização foram esquecidos, propositadamente, os milhares de servidores do Judiciário. Não teriam eles direito ao voto? Seriam personagens menores, que apenas cumprem ordens e por isso não poderiam discutir os rumos administrativos e financeiros do Poder a que estão subordinados?
Ora, a função de presidente de um tribunal não é apenas protocolar e cerimonial perante eventos; é, principalmente, de gestão administrativa e controle financeiro. Sendo assim, não há como vislumbrar a eficiência de um Poder Judiciário sem a participação de seus servidores.
Alegam alguns, contudo, que o Judiciário é Poder e sendo os magistrados membros desse Poder, somente estes teriam direito à participação democrática. Reflito, no entanto, que o poder do Judiciário, ao contrário do que ocorre no Legislativo, não se concentra na política, mas na medida de sua legitimação conquistada pela concretização de uma prestação jurisdicional célere. A democracia no Judiciário não é “para o poder”, mas tem como fim último a sua função primordial, ou seja, de aumentar a eficiência de seu serviço básico que é levar a prestação jurisdicional ao jurisdicionado.
Ora, a aglutinação de forças, decorrente de uma democracia inclusiva, já ocorre em outros segmentos do serviço público, como no caso das universidades federais, onde a participação de servidores no processo democrático já é um fato consumado com bastante sucesso, há vários anos. E esse avanço tão presente na academia, torna-se mais relevante se atentarmos para o fato que um professor não depende essencialmente do servidor da universidade para dar uma aula. Ao contrário do que ocorre no Judiciário, onde é praticamente impossível o juiz dar andamento aos processos, sem o trabalho indispensável do corpo administrativo, dos servidores, sejam eles da assessoria, analistas, técnicos ou oficiais de justiça. Nem mesmo um mero despacho surte efeito sem que passe pelos trâmites cartorários...
Seria, então, a cátedra universitária, com toda tradição, algo menor que a toga dos juízes? Sinceramente, não acredito. Por que, então, as associações resistem na ampliação do universo dos detentores de capacidade eleitoral ativa? Se a eleição somente for dos juízes e para os juízes, não poderia haver o risco do nome a ser votado para presidente do Tribunal ser apenas um reflexo de poder do grupo político que controlar, na época, o movimento associativo? Isso é algo que deixaria bem pior o que hoje temos.
Juízes nem sempre são preparados em sua formação inicial para serem políticos ou exímios administradores, e como tal, é preciso ponderar com bastante cuidado os “prós” e os “contras” de se preterir a antiguidade, para ingressar nessa democracia mitigada pela política associativa, pois há o risco de perder-se o rumo, aumentando a distância entre a toga e o corpo funcional que lhe serve.
Finalmente, é necessário refletirmos que se a democracia é uma conquista pela liberdade de escolha, e o é, também o critério de antiguidade na magistratura sempre foi considerado um parâmetro neutro a garantir transparência e imparcialidade. Tanto que alguns setores do movimento associativo chegam a defender o fim da promoção dos juízes por merecimento, de modo a se prestigiar somente a antiguidade...
Penso, enfim, que se o modelo atual, permitindo apenas os votos dos desembargadores, peca por não considerar as preferências dos juízes de primeiro grau, temos que ter cuidado em não incorrer no mesmo erro ao alijar os servidores do processo político, isolando, ainda mais, a magistratura e prejudicando o “serviço judiciário”. Logo os personagens em maior grau quantitativo e que, administrativamente, terão que suportar muito mais as consequências do controle orçamentário e de diretrizes administrativas da gestão.
Parafraseando o modelo de requerimento disponível no site da AMB: trata-se de permitir a escolha daquele magistrado que, para a maioria do Poder Judiciário, se apresente como o melhor gestor ou administrador da coisa pública. E tenho certeza, que no momento que o processo de escolha for inclusivo, de modo a considerar, proporcionalmente, a vontade dos servidores, a tendência será uma administracão voltada também para o todo e não para cada uma das suas partes.
Termino com os versos de Gregório de Matos:
“O todo sem a parte não é todo;
A parte sem o todo não é parte:
Mas se a parte o faz todo sendo parte,
Não se diga é parte, sendo todo.”
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Texto do Juiz de Direito do TJ/PB Giovanni Porto publicado no Facebook.
Publicado em MeirinhoMorOficial por RUI RICARDO RAMOS

quinta-feira, 3 de abril de 2014

É NO DIA 8 DE ABRIL: CCJ DO SENADO FAZ AUDIÊNCIA PÚBLICA PARA DEBATER PEC 59/13

CCJ DO SENADO FAZ AUDIÊNCIA PÚBLICA PARA DEBATER PEC 59/13
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“Mais uma vez teremos a oportunidade de debater a proposta que abre caminho para a
construção de um Estatuto Único dos servidores do Poder Judiciário. A matéria está em discussão no Congresso Nacional há sete anos. Dessa vez, o debate acontece na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, a propósito de audiência pública, agendada para o dia 8 de abril, às 15h, requerida pelo relator da PEC 59/13, senador Valdir Raupp (PMDB-RO).
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Nessa oportunidade, a Fenajud conclama que as entidades enviem representantes para que possamos mostrar nossa força e nossa voz nesse debate tão importante. Será nesse evento que definiremos o destino da proposta no Senado. Se o relator for convencido da justeza da aplicação dessa medida como salvaguarda de direitos, sempre ameaçados pelos tribunais, teremos dado um importantíssimo passo em direção à aprovação da PEC na Casa.
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Movimento posterior ao debate, em que seremos representados pelo deputado Manoel Júnior (PMDB-PB), que foi relator da proposta na Câmara, será o relator se posicionar por meio de parecer sobre a matéria. Temos a convicção que Raupp oferecerá parecer favorável à nossa proposta.” Assim falou a FENAJUD.
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http://www.fenajud.org.br/destaque_maior.php?id=4444_ccj-do-senado-faz-audi-ncia-p-blica-para-debater-pec-59-13
3 ANOS DE MEIRINHOMOROFICIAL E DE PRESTAÇÃO DE INFORMES AOS OFICIAIS DE JUSTIÇA BRASILEIROS.